Da minha estante XVI

Um outro tanto
Não sei como consigo
amar-te tanto
se querer-te assim na minha fantasia
é amar-te em mim
e não saber já quando
de querer-te mais eu vou morrer um dia
perseguir a paixão até ao fim é pouco
exijo tudo até perder-me
enquanto, e de um jeito tal que desconhecia
poder amar-te ainda
um outro tanto
Maria Teresa Horta, Inquietude ,Vila Nova de Famalicão, Edições Quasi, 2006.
2 Comments:
Há quanto tempo não lia nada da Maria Teresa Horta, uma das célebres "três Marias".
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João Roque, at 1:54 PM
Imperdoável, Pinguim. Sendo assim, já fiz serviço cívico hoje. Para mim é leitura de cabeceira, gosto muito da poesia desta senhora. Faz-me sentir viva :)
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S.M., at 4:06 PM
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