Sophia para sempre...

O poema
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
(Livro Sexto (1962))
(Clique no título deste post para ver a mensagem da Biblioteca Nacional)
8 Comments:
A Sophia não precisava de mais um blog a falar dela, a transcrever os seus versos; mas precisávamos nós, os inúmeros apaixonados pelas palavras desta Senhora!
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João Roque, at 11:59 PM
foste à inauguração? e foste ao colóquio? eu, para varia, não tive tempo nem de ir a um lado nem ao outro...
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paulo, at 11:16 AM
Olha que é ela! A mana voltou!!! :D
Sem dúvida, grande Sophia!
Beijinhos e porta-te mal!! ;)
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Adolescente Gay, at 3:51 PM
Obrigada pelo teu carinho, pinguim.Eu tenho uma ligação especial à poesia de Sophia. Comecei a lê-la muito nova, ainda criança e foi o abrir de uma porta...
Talvez por isso me tenha emocionado tanto esta exposição.
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S.M., at 2:29 PM
Olá, menino Paulinho.Infelizmente a minha vida não me permitiu ir ao Colóquio , com grande pena... mas fui à inauguração de exposição e acho que valeu a pena. Há uma visita guiada prometida ( creio que saberás por quem) e que te inclui. Espero ver-te por lá :)
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S.M., at 2:32 PM
Adolescente!!! Que saudades! Vou tentar manter-me por aqui, sim...
Beijinh@s
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S.M., at 2:34 PM
inclui-me? como assim? nem sei de nada.
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paulo, at 2:42 PM
Ehehehe, saberás na devida altura ( quem te incluiu fui eu, sabendo que serás incluido...)
:)
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S.M., at 2:05 AM
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